Introdução

Túlio Alberto da Rocha Espanca

(Vila Viçosa, 8 de maio de 1913 — Évora, 2 de maio de 1993)


 

Tulio Espanca na Primavera de 1987Historiador português, que se distinguiu com a vastidão e rigor do seu trabalho de inventariação e investigação do património artístico do Alentejo.

 

Ao seu trabalho de pesquisa se devem os primeiros estudos baseados em recolha sistemática de informação documental sobre o património cultural português, com caráter de inventário, dos distritos de Évora e Beja. O resultado do seu trabalho continua a ser, atualmente, uma obra de referência. A sua obra, iniciada em 1940, é monumental.


Em 1953, Espanca foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura em França e em Itália. A partir de 1966 elaborou, para o Inventário Artístico de Portugal, a pedido da Academia Nacional de Belas-Artes, o volume referente ao Distrito de Évora, um exaustivo levantamento descritivo e fotográfico do património arquitetónico e artístico da região. Fez mais tarde o Inventário Artístico de Beja.

Membro da Academia Nacional de Belas Artes e da Academia Portuguesa de História. Reconhecido em vida com o Prémio Europeu de Conservação dos Monumentos Históricos. Recebeu a Ordem de Sant'Iago da Espada, a Medalha de Ouro da Cidade de Évora e o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora.
 

A opinião de que o seu trabalho serviu de base para que o  Centro Histórico de Évora, se tornasse em 1986, Património Mundial da UNESCO é consensual.


Para além de nos ter deixado uma obra vastíssima de investigação e catalogação o seu legado marca sobretudo pela valorização do património numa abordagem social moderna de espólios vivos e evolutivos.