Personalidades que influenciaram a vida cultural.

 

Foram Homens e Mulheres do seu tempo, que de exemplar forma influenciaram o desenvolvimento socio-cultural da sua época e, consequentemente, das posteriores.

João Maria Espanca

(Vila Viçosa, 1 Fev 1866 - Évora, 3 Jul 1954)

 

Joao Maria Espanca


Dele disse Túlio Espanca: «Era um homem ímpar, um erudito. Foi ele que introduziu o cinema no Alentejo, montando a primeira sala de projeções. Foi um  grande fotógrafo dos fins do século passado, o padroeiro da banda de Vila Viçosa, e ainda  pintor “naif"...»

 

Pai de Apeles e de Florbela Espanca, foi Antiquário e colecionador de antiguidades, pessoa culta e um republicano aficionado. Foi pintor e retratista.
Na casa de João Espanca algumas das personalidades de cultura frequentavam tertúlias de letras e boémia. Foi graças a ele que Florbela deixou um vasto registo fotográfico da sua juventude.
Com ligações às esferas revolucionárias e humanistas da época influiu que Florbela e Apeles tivessem uma educação de cultura e liberdade. A sua influencia reflete-se indelevelmente no seio da família Espanca e dos seus contemporâneos.

 

Deixou memoráveis registos fotográficos dos piqueniques e encenações humoristas dos seus momentos de lazer quando ainda jovem, com grupos de amigos e família. Foi na sua biblioteca que Túlio Espanca contactou com o mundo da literatura.

 

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Joaquim José da Rocha Espanca, Jr.
 (17 de Mar de 1839 - 26 de Nov de 1896)
Joaquim Espanca
Em Vila Viçosa fez a instrução primária, aprendeu latim, canto, música, piano e órgão. Em 1856 entrou para o Seminário de Évora, aí completou os estudos e fez o curso de Teologia.
A 19 de Setembro de 1863 foi ordenado presbítero, foi capelão da Irmandade das Almas em Bencatel, durante 14 anos. Em 1877 foi para a freguesia de Pardais e foi prior em Bencatel e na freguesia de S. Bartolomeu.
Dedicou-se às letras e à música sacra, para a qual compôs muitas obras inéditas. As suas composições musicais (73) para piano, piano e canto, para instrumentos de sopro, para instrumentos diversos e canto, para novenas e para música sacra estão disponíveis na Biblioteca Pública de Évora.
Em 1864 começou a colaborar no jornal religioso Fé Católica. Posteriormente, publicou, nas Leituras Populares, o romance “Heroísmo de Amor Filial” e “Notícias Históricas das Igrejas de Nossa Senhora do Alcance e de Nossa Senhora das Mercês”, de Bencatel.
Para além disso, colaborou com os almanaques do “Bom Católico” e da “Imaculada Conceição”. Em 1882, publicou na Ordem, jornal religioso de Coimbra, um extenso protesto contra o Centenário do Marquês de Pombal.

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Celestino David
(Covilhã, 1880 - Évora, 1952)
 
Celestino David
 A vida deste homem de excepcional cultura é, apesar de tudo, um livro aberto. Dele podemos conhecer todos os passos, sonhos, ilusões, alegrias, tristezas e desenganos compulsando a autobiografia que nos deixou, escrita em 1950 e, na altura, um género literário de raro cultivo Pela leitura desta resenha pessoal se ficam a conhecer as suas facetas de homem público, a inteireza de carácter com que as viveu, a inusitada paixão de que se tomou por Évora, o seu gosto pelo jornalismo e a devoção à investigação e ao conhecimento histórico da cidade e das suas gentes. Natural da Covilhã, onde nasceu a 14 de Janeiro de 1880, era filho de um casal modesto: o pai, chefe da estação telegrafo-postal, a mãe cuidando da lida da casa e da criação dos onze filhos havidos. Pelo torrão natal se manteve até concluir o ensino primário, tendo feito o exame de admissão no Liceu da Guarda. 
 

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 António Bartolomeu Gromicho
 (Alandroal, 1891 - 1964)
 
Ao serviço do Liceu de Évora, que recuperou, desenvolveu e defendeu, esteve 43 anos.
Fundador da revista de cultura A Cidade de Évora.
Foi também um apaixonado pela urbe e um dos primeiros a aperceber-se do seu valor turístico enquanto cidade de cultura. Bartolomeu Gromicho nasceu na vila de Alandroal em 24 de Agosto de 1891. Veio a frequentar o Seminário de Évora mas não seguiu o destino que lhe parecia destinado.
 
Bacharelou-se em Letras e obteve o diploma de professor da Escola Normal Superior da Universidade de Coimbra. Com 23 anos ingressa no Liceu Nacional de Évora. Encantado com a cidade, percorre-a demoradamente e interessa-se pelo estudo do seu passado, tão rico em pormenores revelados e outros que se deixam adivinhar mas permanecem ocultos do conhecimento geral.

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