Apeles Espanca


Apeles Demóstenes da Rocha Espanca

(Vila Viçosa, 1897 - Lisboa, 1927)


Nasceu em Vila Viçosa e faleceu em Lisboa. Era irmão da Poetisa Florbela Espanca. Faleceu num desastre de aviação quando, ao ultimar as provas para tirar o brevet de piloto aviador, dirigia um aparelho que se despenhou no Rio Tejo, entre Porto Brandão e a Trafaria, afundando-se.

Frequentou Liceu de Évora, tirou em Coimbra os preparatórios para a Escola Naval, foi nomeado Aspirante de Marinha em 09-08-1917, promovido a Guarda-Marinha em 04-02-1921, a Segundo-Tenente em 19-08-1922 e a Primeiro-Tenente em 1926.

Artista, como a irmã, que lhe consagrou todo o livro de prosa “Máscaras do Destino”, aberto com o conto “O Aviador”, e lhe dedicou “Charneca em Flor” o soneto “In Memoriam”, Apeles Espanca era também um Pintor modernista interessante, senhor de belas qualidades, afirmadas em óleos e aguarelas que a Ilustração (direção de João de Sousa Fonseca) publicou em parte e foram admiradas em exposições públicas, como a realizada em Évora, em 1941, por ocasião do 1º centenário do Liceu. Existe uma lápide no átrio de entrada do claustro do Colégio de Espírito Santo (agora Universidade de Évora).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Edital de 07-07-1927)

 

in:  “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 10, Pág. 186 e 187)